Radionovela/16 de Julho-Davyd, Sthefany, Rayla, Galbir, Geisiel e Thacysio

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  • RADIONOVELA- 16 DE JULHO

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A equipe desenvolveu uma rádio novela também de acordo com o livro quarto de despejo, mas dessa vez utilizando o dia 16 de julho como inspiração. Recriaram a convivência e os momentos que aconteceram no dia 16 de julho com Carolina, seus filhos e sua vizinhança de forma criativa, com efeitos de fundo, bem detalhados e com duração de 12min.

A exploração de diferentes meios e campos de aprendizagem, facilitam o desenvolvimento de novos conhecimentos no campo educacional, principalmente na fase da educação infantil. Nessa perspectiva, de acordo com a BNCC, “Conviver com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas, locais e universais, no cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças, por meio de experiências diversificadas, vivenciar diversas formas de expressão e linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras.” Quando há o incentivo direto da estimulação desses campos, a criança poderá a partir de sua própria linguagem, estimular o desenvolvimento de memórias e consequentemente novas aprendizagens. E, é no âmbito do áudio, que o trabalho da rádio novela foi construído e dimensionado, utilizando- se de uma linguagem acessível, e que principalmente, estimula- se a criação de memórias.

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  • Roteiro de falas 

Narrador: No capítulo de hoje... temos: 16 de julho! 

Narrador: Carolina, estava dormindo, mas acordou com os gritos de Vera Eunice: 

Vera Eunice: Mamãe, vá buscar água! 

Narrador: E, obedecendo sua filha, mas com aquela vontade de continuar dormindo, Carolina se levantou. 

Carolina: (Bocejos de sono), Aí, Aí! Como queria continuar dormindo, mas é aquela história... pobre não dorme, pobre cochila! (Sons de bocejos, e da cama fazendo barulho) 

Narrador: Carolina, levanta e vai buscar água para fazer o café. (sons de água sendo despejada na chaleira), e depois a chaleira fervendo) 

Narrador: Depois que ela fez o café, chamou os seus filhos para comer

Carolina: Venham, meninos! Hoje... não têm pão, bebam café simples, e comam um pouco de farinha com carne. (Sons aleatórios de bocejos, e cadeiras sendo arrastadas) 

Carolina: Hoje, eu acordei indisposta, já sei o que vou fazer: (Carolina se benze) em nome, do pai, do filho e do Espírito Santo, amém! (após se benzer e bocejar) Carolina diz: Estou com mal olhado!

Narrador: Após se Benzer, Carolina percebe que sua indisposição foi embora junto com seus bocejos, e foi até o seu Manuel para vender umas latas. (Sons de passos, e da rua com buzinas de carros, pessoas conversando). 

Manuel: Bom dia, Carolina! Como têm passado? 

Carolina: Bom dia, estou indo... até onde esse lugar me permite, ou seja, não muito bem. Vim até aqui para vender essas latas. (Sons de latas, enquanto ela entrega ao seu Manuel) 

Manuel: Muito bem, já trago seu dinheiro. Narrador: Enquanto Carolina, esperava... pensava em tudo que precisava comprar para os seus filhos. 

Carolina: Aí... eu preciso comprar: Pão, Sabão, e Leite para Vera Eunice, tomara que o dinheiro seja o suficiente. 

Narrador: Mas, não foi... tudo que Carolina conseguiu foi 13 cruzeiros. 

Carolina: 13 cruzeiros, é muito pouco não vai dar para comprar tudo... 

Narrador: Carolina, ficou nervosa com tudo aquilo, e chegou nervosa em seu barracão. (Som de porta abrindo e fechando) 

Carolina: (Suspira fundo), e diz: Eu cato papel, eu lavo roupa para dois jovens, permaneço na rua o dia todo... e, estou sempre em falta, (voz travada), a Vera, não tem sapatos...E ela, não gosta de andar descalça, faz uns dois anos, que eu pretendo comprar uma máquina de moer carne, e uma máquina de costura... 

Narrador: Carolina, começa a preparar o almoço para os dois meninos, era um almoço simples com: Arroz, feijão e carne. (Sons de panelas, e comidas sendo preparadas) 

Carolina: Crianças! 

Narrador: diz ela... Carolina: Eu vou sair para catar papel, não saiam para a rua, e brinquem no quintal. Filhos juntos: Sim, mãe! 

Carolina: Preciso que façam isso, vocês sabem que nossos vizinhos não nos dão sossego... (Sons de passos) 

Narrador: Carolina sai, e seus filhos ficam brincando...E, enquanto caminhava lamentava: 

Carolina: Hoje, eu estou tão indisposta, como eu queria me deitar agora... mas, o que posso fazer, é como dizia ao seu Manuel mais cedo: Pobre, não repousa, não tem o privilégio de descansar, hoje eu estou nervosa, é algo que vem de dentro.... 

Narrador: Carolina, conseguiu catar dois sacos de papel, uns ferros, umas latas, e lenha, e vinha pensando... 

Carolina: Eu sei que quando chegar em casa, vou encontrar novidades, talvez... a Dona Rosa, ou a Maria dos Anjos, brigaram com meus filhos. 

Narrador: Chegando em casa... Carolina, foi olhar os seus filhos. (Som de porta abrindo)

Carolina: Vera Eunice? Ah, ela está dormindo, e os meninos? Certo, estão brincando na rua... 

Narrador: Já passam das 2 horas então Carolina, pensa: 

Carolina: Creio que vou passar o dia sem novidades! 

Narrador: Então, o seu filho: João José, veio lhe avisar: (Som de passos apressados) 

João José: Mãe! A perua, que dá dinheiro, está dando comida! 

Narrador: Eles então, pegaram a sacola e foram atrás dos alimentos. (Som de buzina) 

Cara aleatório: Tome senhora, pegue! 

Carolina: Ah, é o dono do centro espírita da rua vergueiro 103, bom. vamos ver o que ganhamos: 2kg de arroz, 2 de feijão... e de macarrão. 

Narrador: Carolina ficou feliz, a perua foi embora e ela voltou mais calma para casa. (Som de porta abrindo) 

Carolina: Bom, já que agora estou mais calma, vou ler um pouco... (Sons de revistas sendo abertas, e dela sentando-se no capim) 

Narrador: Naquela tarde, Carolina lia, enquanto os raios de sol a aquecia, assim que iria iniciar uma nova história, seus filhos aparecem 

Filhos: Mãe, a gente quer pão! Carolina: Tome (Sons de moedas) vá comprar um Sabão, dois melhoraes, e o resto de pão. 

Narrador: Enquanto João José, foi ao Arnaldo...Carolina preparou um café. 

João José: Mãe, eu perdi os remédios... 

Carolina: Vamos procurar... 

Narrador: Os dois, saíram a procura dos melhoraes, mas não os encontraram. Chegando em casa... (Som de gente brigando) 

Mulher: Carolina, ensine boas maneiras ao seu filho! Ele apedrejou a minha casa! 

Narrador: Disse a mulher, enfurecida. 

Narrador: Carolina, entrou para casa, com João José e Carolina, o interroga pergunto se aquilo era verdade. Ele, não confirma nem nega, ela... não precisou de muito para saber a verdade. 

  • Narrador: Thacysio / Carolina: Sthefany / Vera Eunice: Rayla / João José: Davyd / Manuel e Dono do centro espírita: Galbir / Apresentador da Rádio: Geisiel
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  • COMO TRABALHAR NA AULA
  1. Com um projetor/TV apresenta a radionovela para eles (link da radionovela: https://drive.google.com/file/d/1RSEdzmTZoYl2sDcZe_QujFAyJPVYZF0I/view?usp=drivesdk );
  2. Logo após, deixe eles falarem suas opiniões sobre o mesmo;
  3. ATIVIDADE: Peça para eles desenhar como eles imaginam alguma cena da radionovela.

CRÉDITOS: 
DAVYD EDUARDO ROBERTO DA SILVA 
STHEFANY DIONIZIO SILVA
RAYLA DE OLIVEIRA CARDOSO
GEISIEL ALVES DOS SANTOS
GALBIR DA SILVA SANTOS 
THACYSIO RAMON FERREIRA DA SILVA 

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